Sábado à noite

O encontro da Clara e do Jonas não poderia ter sido mais inusitado. Ela tinha marcado de sair com a Monique mas na hora "H" a amiga ligou desmarcando o programa. Fula da vida e sem querer desperdiçar a produção, lá foi a Clara para a rua, sem destino, e acabou na porta do Frenético, um bar conhecido pelo público paquerador. Já o Jonas estava com uma idéia fixa, de sair à noite para colocar em ação os seus 60% de genes herdados da galinha. Isso mesmo, ele queria ir à forra, lavar a jega, afogar o ganço e esquecer a Priscila, sua ex que uma semana antes lhe meteu um belo pé na bunda.

Quando chegou, um garçom logo acompanhou Clara até a mesa mais próxima, ainda vaga por milagre. Deu-lhe o menu mas ela, ainda raivosa pelo bolo da amiga, nem quis olhar e pediu logo um martini duplo. Enquanto o garçom voltava ao bar para fazer o pedido, o Jonas chegou. Cabisbaixo, havia acabado de receber uma ligação da Priscila. Na verdade ela ligou para pedir que ele não ficasse mais deixando mensagens musicadas em sua caixa postal. "Tenho mais o que fazer e você devia se ocupar também", disse ao rapaz e desligou sem dar-lhe chance à réplica. Mesmo sem entender o porquê de tanto rancor – na verdade a Priscila agüentou as galinhagens do Jonas durante longos 4 anos até que percebeu que era bonita e inteligente demais para se sujeitar aquela situação. Mas voltando ao Jonas, quando ele entrou no Frenéticos, nem reparou nos olhares devoradores de várias patricinhas vestidas com a fina flor da griffe pauslita, perfume importado e chapinha até nos pentelhos. Sentou ao balcão e pediu uma cerveja. Não gostava de destilados. E a Clara ainda estava esperando o martini quando um faniquito lhe subiu pelas pernas, tomou os quadris e a empurrou cadeira afora para questionar o porquê de tanta demora por um simples drinque. Sem descer do salto, na finesse que lhe era clássica, pediu para cancelar o pedido. Ia a outro bar com atendimento mais adequado. Ao ouvir isto, o Jonas nem pensou e a frase lhe saiu por entre os dentes.

  • Não se preocupe, a demora se justifica pelo capricho. Uma mulher tão fina merece algo à sua altura.

E não é que ela gostou do que ouviu? Gostou tanto que nem voltou para a mesa, puxou um banquinho ao lado do Jonas e desataram a conversar. Ela falou da amiga e do bolo e ele...claro que ele não falou da Priscila, disse apenas que havia saído para espairecer porque era filho de Deus e merecia, num sábado à noite, relaxar e ver gente bonita.

Martini vai, cerveja vem, ao final da primeira hora já estavam naquele olho no olho de dar inveja em muita solteirona ou galã mais assanhado. Beijaram-se, óbvio. Não só isso: emendaram para o Motel mais próximo. Clara adorou o que ele fazia com a língua em lugares, um tanto...imaginem o que quiserem. O Jonas então foi à lua com o oral da Clara. Só que foi e esqueceu de voltar. Pegou no sono logo depois da primeira pimbada. Primeira e última, diga-se de passagem. E foi só. Acabou a noite e o "encontro" dos dois por ali. Para que protelar? Afinal, ainda haveriam outros sábados pela frente. Tanto para ele, quanto para ela.



Escrito por Kel às 17:31
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Energia

Tem coisa mais singela neste mundo do que ouvir da pessoa querida que você tem uma "energia boa"? Sem levar o assunto para a questão sexual – nem é esta a intenção – há frases ditas em certos contextos que tem o poder de derreter, de desconcertar, de deixar a gente babando mesmo...

Passei um final de semana divino, cheio de ternura, de cuidados. Recebi e dei beijos com alma. Puxa, como isto é bom e como fazia falta e eu nem ao menos havia me dado conta disso. Há sempre um percalço, uma aresta a ser aparada, mas acho que encontrei a forma certa de fazer isto, sem me magoar, sem melindrar o outro. Acabo de me perceber que estou, de novo, me achando neste mundo.

Estou me encontrando, de novo, com a minha essência. Sempre gostei muito de me dar às pessoas que amo e deixei isto um pouco de lado. Andei percorrendo meus subterrâneos, entrando em contato com meu lado cru, exercendo "eu negro". Alguns mereceram, outros nem tanto.

O fato é que foi o máximo porque hoje sei que não quero ser mais assim, somente má. Quero ser o que sou sem encenação, sem subterfúgios que me mascarem. Perdi o medo de dar a cara para bater. E ultimamente só tenho recebido afagos. Agora quero ser só energia. E boa!



Escrito por Kel às 13:42
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