Bons ventos, boas novas

Antes de mais nada, quero sinceramente agradecer todo mundo que passou por aqui, se preocupou comigo e deixou mensagens animadoras. Quero deixar registrado o meu "muito obrigada". E dizer que não estou depressiva, nem melancólica e nem baixo astral. Achei apenas necessário registrar minhas considerações sobre o ato de chorar. Sim, andei chorando bastante, mas acho que é exatamente por estar bem emocionalmente. O fato é que a TPM, definitivamente, me abala muito e, aliada a alguns índices bem altos de estresse-besta, me faz chorar a vera. Mas foi bom, aliás foi ótimo, botar para fora estas dores que estavam intaladas na minha garganta. Me sinto muuuito melhor.

O trampo aqui na Globo é muito aquém do que imaginava minha vã filosofia. Ninguém tem hora para entrar, muito menos para sair. Vi o editor-chefe chegar às 2 da tarde e sair às 4 (isso mesmo, duas horinhas depois), alegando "cansado extremo". Ok, eu é que sou idealista demais. Uma mina daqui, muito bacana inclusive, me jogou a real: nada de trabalho pesado, isso é para jornalista de jornal ou de publicações com intervalo de edição menor. Revista mensal é assim mesmo, me disse ela. O povo só bota a mão na massa, de fato, nos dois últimos dias de fechamento, que ocorrem na semana que vem. Mas eu, Caxias pra caralho, entro pontualmente às 11 e só saio depois de perguntar a Deus e todo mundo se não há mais nada a fazer. Aliás "nada" é o que eu faço a maior parte do tempo.

Um dia, cheguei para o editor e pedi algo para fazer porque estava no ócio do ócio. Ele calmamente me diz: "vai tomar um café...vai dar uma volta...você está muito agitada". Certo. Eu tenho mesmo é que me acostumar, ficar "de boa". O bom é que tenho tempo para ler a página da Uol inteira, da Folha Online inteira, do Estadão inteira e toda sorte de conteúdo online disponível.

Durante uma conversa, um amigo disse estar impressionado com a quantidade de assuntos que abordei. Simplesmente disse que isto é fruto do marasmo em que estou mergulhada todos os dias, das 11 da matina até por volta de 8 da noite.

Mudando de assunto, o relacionamento vai muito bem, obrigada. Só para me "mostrar" mais um pouco, confesso que ganhar rosas – mesmo que artificiais e com perfume barato – de quem a gente gosta me fazem balançar. Ainda mais quando elas vêm acompanhadas de uma declaração do tipo: "quero ter um filho...mas com você". Tudo bem, é um sonho para tempos mais futuros, mas que mexeu, mexeu.



Escrito por Kel às 13:30
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Dores e choro

Uma vez um amigo me disse que é a dor que nos faz sentir vivos. Eu diria mais. Diria que é ela que nos faz ser mais humanos. Só quando sofremos descemos do pedestal de deuses em que nos colocamos na maioria das situações e ficamos mais vulneráveis. Percebemos as coisas com mais intensidade, nos deixamos estar mais abertos às sensações...

A dor pode ter muitas cousas, mas a sua única forma de alívio é o desabafo. Ou fazemos isto conversando com amigos, com a pessoa que desferiu o "golpe", ou então chorando.

Chorar...o sublime ato de transformar em H2O – com algo mais – o que nos sufoca por dentro. Quanto mais estamos doloridos, mais e mais elas insistem em sair, desenfreadamente, olhos afora. São tantas e com tanta fúria que os orifícios parecem pequenos e apertados para dar vazão a elas.

Tenho chorado muito nos últimos dias. Olhando para um passado nem tão distante, acho que nos últimos tempos já chorei lágrimas correspondents por todo um período sem dar fim às minhas dores.

Acordo com as pálpebras inchadas, quero disfarçar, desvio o olhar de quem possa descobrir o que andei fazendo noite adentro. Até quando precisamos desaguar temos vergonha de nossa condição tão pequena e vulnerável. Por quê? Porque não queremos admitir que precisamos ser mais emocionais, sensíveis aos nossos apelos mais íntimos.

Aconselho a todos que chorem. Chorar é rir ao contrário e se rir é o melhor remédio, então chorar é seu similar mais potente. Chore quando sentir vontade, seja em casa, na rua, no ônibus. E daí que lhe olhem, que pensem que...ora, que pensem o que quiser! A dor é sua e precisa ser expelida. Guardá-la – opinião de quem entende bem deste assunto – só provoca mais dor, mais sofrimento e dizem que até pode matar.

Chorar faz bem, lava os olhos, a janela da alma. E nada melhor para um ser humano do que uma alma renovada, sem máculas de rancor ou dor. A dor pode até ser inevitável mas o choro...este depende apenas de uma coisa: de você.



Escrito por Kel às 13:52
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As últimas e as próximas

Ando com o "freio de mão puxado", sem coisas interessantes que valham ser postadas para tomar este espaço. No trabalho dizem que ando desanimada. Pode ser. Meu Natal dava toda pinta de ser minguado, sem grana, sem novidade, sem a companhia que eu queria...Fui atrás de mais trabalho e...consegui! A partir de segunda-feira estou na Editora Globo. Tudo bem, é apenas um freelancer, mas porra!. Já vai ser ducaralho estar lá. Cobrirei, a princípio, duas semanas de um figura. Se meu santo bater com os dos caras, fico mais três. O lado ruim: ainda estou finalizando uma revista para a On Line então terei de trabalhar durante a madruga, já que meu horário na Globo será, de acordo com o editor, "das 11 da manhã até Deus sabe...ninguém nunca saiu às 4 da madruga, mas meia-noite, uma da manhã...normal, ainda mais porque estaremos em fechamento". Ou seja: dormir, nem pensar. O lado bom: pagam bem e por semana, é a Globo, é uma dinâmica diferente, um mundo novo, uma experiência que creio eu pode me abrir portas num futuro não tão distante.

Confesso que estou bem mais empolgada por este final de ano. A grana vai vir e fruto do meu trabalho (que é demais!), não terei tempo ocioso (que no pique em que estou é a melhor coisa que pode acontecer). Não terei a companhia, é fato, mas isto não me aflige mais como afligiria em outros tempos.

Portanto, caros leitores, torçam por mim que de onde eu estiver, se tiver um tempinho, visito todos vocês e retribuo o carinho. Beijos e até mais ver.

 



Escrito por Kel às 16:05
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